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GASTRITE

Você sofre com dor no estômago ou queimação?

Por Dieta & Saúde em 24/09/2020 às 12:24:09

GASTRITE:

Quem nunca sentiu azia, gases, sensação de estômago pesado e sonolência pelo menos uma vez na vida? Na semana passada você leu aqui na minha coluna sobre o tema Refluxo Gastroesofágico e agora com o tema Gastrite , vai entender que, esses males podem surgir em qualquer um que exagerou no prato ou não tomou os devidos cuidados na refeição, mesmo seguindo uma dieta equilibrada.

Quem sofre com gastrite sabe bem o quanto incomoda todas essas sensações que fazem parte deste quadro inflamatório. O desconforto aparece, principalmente, na parte mais alta da barriga, na "boca do estômago".




O QUE É A DOENÇA:

A gastrite é uma inflamação, infecção ou erosão do revestimento do estômago, que pode durar pouco tempo ou progredir por meses e anos. Os principais sintomas são dores abdominais, principalmente na região do estômago, perda de apetite, náuseas, vômitos, queimação e azia, que causam extremo desconforto.

A GASTRITE PODE SER:

Gastrite por bactérias : a infecção pela bactéria Helicobacter pylori costuma ser associada a gastrites, úlceras e também ao câncer de estômago. Esse micro-organismo pode ser contraído por água, alimentos ou objetos contaminados pelo contato com fezes, ou mesmo pela saliva, segundo estudos.

Gastrite reativa : o uso prolongado de substâncias que irritam a mucosa do estômago, como medicamentos anti-inflamatórios, álcool, drogas e cigarro.

Gastrite nervosa : é muito comum, mas não existe uma definição precisa para o seu significado. Habitualmente usa-se este termo relacionado quando a pessoa apresenta sintomas de gastrite - como sensação de dor ou queimação no estômago - em alguém submetido a um estresse emocional significativo, não necessariamente exibindo alterações inflamatórias gástricas, que são evidenciadas com a endoscopia.

SINTOMAS DA GASTRITE:

As manifestações da gastrite são muito variáveis. Dependem do grau da doença (leve, moderado ou intenso. As principais queixas são:

· Indigestão(Empachamento (sensação de estar com a barriga cheia ou pesada, mesmo comendo pouco);

. Distensão abdominal;

. Queimação e azia na parte superior do abdomem

· Náuseas

· Vômitos

· Perda de apetite

DIAGNÓSTICO:

Nos casos mais leves e de curta duração, podemos sugerir ao paciente uma mudança no estilo de vida e na alimentação, mas, de forma geral, é solicitado um exame chamado endoscopia, em que um tubo fino e flexível é inserido pelo estômago e permite ao médico observar as imagens em um monitor de vídeo.

A endoscopia, portanto, também pode indicar se há outras doenças associadas, como úlceras, esofagite (inflamação da parede do esôfago, por refluxo), hérnia de hiato ou tumores. É feita com uma leve sedação e não é preciso ter medo, o exame é feito de maneira tranquila, além de ser muito eficaz.

COMO PREVENIR A GASTRITE:

As mudanças comportamentais para evitar a doença incluem medidas como higiene no preparo dos alimentos, tratamento adequado da água, limpeza de frutas e verduras e cozimento adequado ajudam a evitar o risco de infecção por H.pylori. Evitar o estresse, longos períodos em jejum e o abuso de alimentos e bebidas que irritam o estômago, entre outras a seguir:

- No caso de a doença ser provocada por uso frequente de medicamentos, discutir com o gastro a possibilidade de suspensão ou substituição do agente causador;

- Não passar muito tempo em jejum;

- Fazer refeições pequenas de três em três horas (dieta fracionada);

- Não fumar e evitar a ingestão de álcool;

- Evitar café e chá preto em excesso, bebidas quentes demais, refrigerantes e bebidas gasosas;

- Fazer as refeições sem pressa, mastigando bem os alimentos e, de preferência, com pouco líquido para acompanhar;

- Buscar terapias que ajudem no alívio do estresse, quando essa for a causa da dispepsia.


ALIMENTOS E A GASTRITE:

O que comer para aliviar a gastrite:

*O mais importante para controlar a gastrite é ter uma alimentação equilibrada e saudável. Os alimentos cozidos são recomendados, pois facilitam a mastigação e a digestão, dando uma aliviada nas funções do estômago.

Maçã : é conhecida por aliviar os desconfortos gástricos, por conta de seu efeito antiácido.

Cereais e tubérculos como aveia, quinoa, arroz integral, batata, inhame também são muito bons.

Peixe e frango com pouca gordura: não precisa cortar a carne de seu cardápio por causa da gordura. Carnes de frango cozido, refogado ou grelhado; peixes não muito gordurosos, como pescada e merluza - ao forno ou grelhados - e carnes vermelhas menos gordurosas - o que inclui patinho, coxão mole e lagarto .

Chás como o de hortelã, camomila e espinheira-santa, melissa, erva doce, além de suco de couve. Lembre se que os chás , não substituem os medicamentos, e ao contrario, se você tiver gastrite leve e só achar que o chá vai resolver , os sintomas podem ser agravados. O ideal é procurar o médico e o nutricionista.

ALIMENTOS QUE DEVEMOS EVITAR:

Café: a cafeína tem um efeito direto na mucosa do estômago, provocando irritação. Se estiver de estômago vazio, passe longe da bebida.

Refrigerante: as bebidas gaseificadas são ácidas irritam mais o estômago.

Sucos ácidos: os sucos de abacaxi ou de limão, por exemplo, são ácidos e podem provocar incômodos. Também não é aconselhável tomar líquidos de qualquer natureza durante as refeições. A lógica aqui é simples: o alimento precisa do ácido do estômago para ser digerido. E se jogamos líquido no estômago, este ácido fico mais diluído, o que tornará a digestão mais lenta.

Molho de tomate :é acido, recomendável comer com moderação.

Embutidos: salsicha, linguiça, mortadela e bacon, que apresentam quantidades altas de sódio, gordura e aditivos químicos e provocam inflamações no organismo.

Álcool: quando o paciente tem crise aguda de gastrite, tem que cortar o álcool, para não provocar erosão e até sangramento do estômago. Como não existe um limite seguro, muitos especialistas recomendam a retirada completa das bebidas alcoólicas do cardápio.

Refeições muito gordurosas, condimentadas ou industrializadas: como pizzas, lasanhas, hambúrgueres etc. Frituras em geral, doces ricos em açúcar e chocolates, chicletes e balas.

Temperos e condimentos fortes: também podem trazer desconforto ao paciente com gastrite, como pimentas, noz-moscada, vinagre, mostarda, cravo-da-índia e páprica, sendo melhor evitá-las principalmente na fase inicial dos tratamentos.

.Leite e seus derivados: como iogurte, manteiga, requeijão e queijos. O leite e seus derivados fazem parte dos alimentos proteicos, e a alteração digestiva é semelhante à das carnes. Seu consumo nunca deve ser utilizado na tentativa de melhorar a dor gástrica, pois haverá uma melhora imediata em resposta à chegada de alimento no estômago, mas o agravamento da gastrite virá logo em seguida.

GASTRITE TEM CURA?

Tem. Como as causas da gastrite podem variar, não existe um único tratamento para todos os pacientes. Muitas vezes a simples suspensão do fator desencadeante, como o uso de determinado medicamento ou abuso de álcool, resolve o quadro. Porém o acompanhamento medico e nutricional é fundamental para o sucesso da cura.

Quando não tratada, a gastrite crônica pode evoluir para atrofia da mucosa do estômago (gastrite atrófica), levando a carências nutricionais e risco aumentado de câncer de estômago, que está entre os dez mais comuns no Brasil. Os sintomas iniciais desse tipo de neoplasia podem ser parecidos com os da gastrite, porém, com o passar do tempo, pode haver emagrecimento importante, vômitos recorrentes e sangramentos.

Muitas pessoas, por desinformação sobre a doença, agravam os sintomas com uma alimentação inadequada e nem se dão conta do quanto que a comida pode irritar a mucosa gástrica. Os alimentos favorecem a secreção de ácido gástrico e, por isso, devem ser ingeridos com cautela, pois agridem as paredes do estômago.

Agora que você já se informou melhor sobre a doença, alimente-se bem e seja saudável!

Carla Mendonça - Nutricionista CRN 921001487 - @paporetocomanutriDADE)





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