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Constipação intestinal ou prisão de ventre

Como tratar

Por Dieta & Saúde 03/05/2021 às 16:02:06
O que Você Precisa Saber Para Prevenir e Tratar a Prisão de Ventre

Hoje é cada vez maior e incidência de pessoas com constipação intestinal. O modo de vida agitado, a alimentação desbalanceada em vitaminas e fibras, o sedentarismo e o stress do dia-a-dia, contribui sobremaneira para que o trato intestinal não funcione como deveria.

As causas mais comuns para a constipação intestinal estão associadas a vida moderna como: o consumo aumentado de fast-foods, falta de horários regulares para as refeições, falta de exercícios físicos. Além disto, a constipação pode estar associada a algumas doenças (neuropatias, hemorróidas, câncer e outras doenças intestinais) e ao uso de alguns medicamentos.

O que é Constipação?
A constipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é caracterizada por uma diminuição da frequência das evacuações, associada à dificuldade ao evacuar, pois as fezes estão ressecadas e endurecidas, difíceis de serem eliminadas.

Quais são os principais sintomas da constipação intestinal?
Os sintomas mais importantes são a dor provocada pelo esforço excessivo ao evacuar, às vezes, acompanhada de sangramento e sensação de evacuação "insatisfatória ou incompleta". A principal queixa do paciente constipado é o número reduzido de evacuações. É comum pacientes constipados ficarem uma semana sem evacuar. Eventualmente, pode ocorrer a formação de fecaloma (massa de fezes grande, dura e imóvel, que o paciente não consegue eliminar sozinho).

Quais são as principais causas de constipação intestinal?
As duas principais causas do aparecimento e agravamento da constipação intestinal são a baixa ingestão de alimentos ricos em fibras e a baixa ingestão de líquidos. Além delas, podemos considerar a idade avançada, gravidez, obesidade, falta de exercícios físicos e abuso de laxantes. Portanto, ingerir bastante líquido e alimentos ricos em fibras é fundamental para prevenir e tratar a constipação intestinal.
Quais são as consequências da constipação intestinal?
Se a constipação intestinal não for tratada adequadamente, a longo prazo, pode evoluir e gerar novas e grandes complicações para o organismo, como descreveremos abaixo:
• Diverticulose: saculações do revestimento interno do intestino para fora de suas paredes
• Hemorróidas: dilatações tortuosas dos vasos sanguíneos da região anal, que podem sangrar, além de causar dor e prurido (coceira), provocadas por fezes ressecadas e esforço exagerado ao evacuar.
• Fissuras anais: pequenos "cortes" na região anal, provocada por fezes ressecadas e esforço ao evacuar, gerando dor, sangramento e ardência ao evacuar.
• Câncer do intestino: a constipação intestinal também está relacionada aumento da possibilidade de desenvolver câncer do intestino, devido a redução do trânsito intestinal e consequente aumento na formação e no contato de substâncias cancerígenas encontradas nas fezes com as paredes do intestino grosso, além da alteração da flora intestinal.

O ponto crucial para o tratamento da maioria dos pacientes com constipação intestinal crônica é corrigir os vícios alimentares. Isso envolve o aumento da ingestão de fibras e de líquidos e redução do consumo de agentes constipantes, como café, leite, chá e álcool. Com relação às fibras, preferimos que o indivíduo aumente a ingestão de fontes naturais, como frutas, verduras, cereais, na quantidade média de 25-30g/dia, que são nutricionalmente superiores às fibras purificadas e vendidas. Quando o paciente não consegue atingir essa meta, podemos prescrever suplementos de fibras: trigo, psyllium, metilcelulose e outras.

Embora não esteja plenamente estabelecido, recomenda-se que o paciente realize atividades físicas regularmente. Isso ajudará não apenas no tratamento da constipação, mas também levará a um benefício em outros campos da saúde.

A mudança no estilo de vida do indivíduo é fundamental para o sucesso do tratamento:

1) Mudança dos hábitos alimentares - Procurar sempre que possível dar preferência a alimentos ricos em fibras, tanto as solúveis quanto as insolúveis. O consumo de fibras influencia na absorção de nutrientes, no metabolismo de carboidratos e gorduras, peso e consistência das fezes e fermentação colônica. Ela também influencia na função de barreira e na estrutura do intestino e pode ter algum impacto no sistema imune.

2) Reeducação Alimentar - O paciente deverá incorporar hábitos de vida saudável, com horários para alimentar-se e fracionamento das refeições ao dia.

3) Aumento da ingestão de líquidos - De nada adianta aumentar a ingestão de fibras, se o indivíduo não ingere líquidos suficientes. Deve-se fazer uso de no mínimo 2 litros de líquidos durante o dia, com especial destaque para a ingesta de água.

4) Prática Regular de Atividade Física - Sempre que possível o indivíduo deverá procurar desempenhar alguma atividade física prazerosa como: caminhar, dançar, correr, nadar, etc.

GRUPOS DE ALIMENTOS QUE DEVEM FAZER PARTE DO CARDÁPIO DIÁRIO NA CONSTIPAÇÃO INTESTINAL:

Hortaliças: alface, agrião, tomate crus com vinagrete, acelga, couve-folha, couve-flor, espinafre, jerimum.

Leguminosas: feijão, feijão verde, ervilhas, soja, grão-de-bico.

Massas: tapioca, macarrão cozidos com molho de tomate.

Tubérculos e Raízes: rabanete, macaxeira, inhame, batata-inglesa, batata doce.

Carnes: ao molho ou grelhadas de gado, galinha ou peixe.

Oleaginosas: amendoim, castanha de caju, castanha do pará, amêndoas, etc.

Frutas: laranja e tangerina consumidos com o bagaço, ameixa fresca ou secas, manga, abacate, jaca, mamão, melão, melancia ao natural ou em sucos e vitaminas (os sucos não devem ser coados), maçã, pêra consumidos com a casca.

Gorduras: óleos ou azeites e margarinas.

Pães: integrais, centeio ou de milho.

Leite e derivado: leite integral, queijo manteiga e coalho, iogurte com polpa de fruta.

CONCLUSÃO:

A constipação intestinal deve ser tratada como uma doença que poderá evoluir se não tomadas as devidas precauções. E para que isso não ocorra é de fundamental importância a conduta dietoterápica individualizada para o paciente, evitando-se o uso de medicamentos laxativos, visando a melhoria dos sintomas clínicos e promovendo regularidade nas evacuações, bem como estimulando o peristaltismo intestinal, e dessa forma contribuindo substancialmente para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

Carla Mendonça Nutricionista

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