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Vítimas de tragédia em Petrópolis pode desenvolver síndrome do pânico, diz especialista

Vítimas sob risco de desenvolver síndrome do pânico e doenças físicas

Por Redação 15/05/2022 às 10:25:52

Foto: Agência Brasil

A maior tragédia da história de Petrópolis chega aos três meses neste domingo (15). Os estragos que assolaram a cidade são ainda pequenos diante da dor da perda de 241 vidas e das famílias que ainda estão com seus parentes desaparecidos (3). Para milhares de vítimas, o medo de novos acidentes ainda é presente. A Secretaria Municipal de Saúde tem acompanhado o surgimento de casos de estresse pós-traumático, ao longo desse período. Chegou a abrir o serviço de atendimento psiquiátrico nos postos de saúde, sem atendimento prévio. A procura foi tão alta, que novas equipes precisaram ser contratadas. Para o psiquiatra Ilton Castro, o acompanhamento profissional é de extrema importância para a recuperação das vítimas.

"Em muitos casos o trauma vivenciado nesta tragédia se assemelha aos de uma guerra, podendo apresentar risco para a vida do paciente. Sob crise, a capacidade de análise crítica é reduzida, as reações podem fugir do controle", analisa o psiquiatra.

O estresse crônico que a população está submetida, libera descargas de adrenalina que provocam até mesmo doenças cardíacas e metabólicas. Para muitos moradores estas reações acontecem a cada nova chuva.

"O sentimento é de que algo muito ruim vai acontecer. A vítima atropela a razão, o medo toma conta. Não se alimenta ou dorme corretamente e as descargas emocionais vão ficando cada vez mais intensas", afirma o psiquiatra.

É importante que as famílias, amigos, colegas de trabalho se observem e indiquem o caminho de ajuda.

"É comum observarmos dois extremos: a hiperestabilidade e o estado de esquiva. No primeiro caso, a pessoa demonstra memórias muito vívidas do evento traumático. Sonhos, tipo flashback, a sensação é de se estar preso. Sentimentos de angústia, raiva e muita dor. Já o estado de esquiva é caracterizado por lacunas de memória para fatos importantes. Esquecimento. Distanciamento afetivo, frieza e uma certa negação da realidade", explicou o psiquiatra Ilton Castro.

Ilton Castro é formado pela Faculdade de Medicina do Vale do Aço (MG). Cursou psiquiatria no Hospital Naval Marcílio Dias. Tem especialização em idosos e medicina do sono. Atua em Macaé, Rio das Ostras e todo o Brasil por atendimento online.

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