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Política

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Corregedoria da Câmara de São Paulo aceita abertura de processo contra vereador Cristófaro por racismo

Texto será agora votado por todos os vereadores plenário, sem prazo definido

Por Redação 20/05/2022 às 05:26:54

Foto: André Bueno / Rede Câmara

A corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo decidiu, por unanimidade, aceitar a abertura de processo que pede a cassação do mandato do vereador Camilo Cristófaro (sem partido). Cristófaro teve áudio vazado usando a expressão "é coisa de preto" durante sessão híbrida de CPI sobre atuação de aplicativos na cidade, no último dia 3.

O relatório apresentado pela vereadora Eliane do Quilombo Periférico (PSOL) foi aprovado pelos seis vereadores que participaram da reunião da corregedoria nesta quinta-feira (19). Eliane foi uma das primeiras parlamentares a se manifestar contra a fala de Cristófaro no dia em que o registro aconteceu.

"Temos de forma nítida que a fala é racista, alimentadora de estruturas que mantêm a população negra em posição de incompetência e inferioridade, sendo ofensiva a um conjunto indeterminado de pessoas, violentando todas as pessoas negras", apontou a vereadora durante a leitura do documento.

O texto apresentado por Elaine lembra ainda que o racismo é crime inafiançável e imprescritível. Ela destacou outros episódios em que Cristófaro teve atitudes ou proferiu falas racistas. Em um deles, chamou o também vereador Fernando Holiday (Novo) de "macaco de auditório".

Antes da leitura do relatório na reunião da corregedoria, manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal da capital paulista para protestar contra o vereador e pedir a cassação.

O próximo passo do processo é o encaminhamento da discussão para o plenário, ou seja: todos os vereadores poderão se manifestar sobre o relatório e votar sobre a aprovação dele ou não. Caso o texto seja aprovado pela maioria dos vereadores, o processo volta à corregedoria, que deverá ouvir a defesa do vereador. Não há ainda, porém, previsão sobre quando tudo isso vai acontecer. Entre as penas previstas está, inclusive, a perda do mandato por quebra de decoro parlamentar.

O caso

Camilo Cristófaro participava remotamente de uma sessão da CPI dos aplicativos na Câmara Municipal de São Paulo no último dia 3 de maio, quando vazou a frase "é coisa de preto, né?". O áudio foi identificado como sendo de Cristófaro.

O vereador confirmou que foi mesmo quem falou a frase, e chegou a negar que estivesse falando de pessoas negras, dizendo que, na verdade, comentava sobre carros de pintura preta. Depois, porém, recuou e disse que estava fazendo "uma brincadeira" com um amigo negro.

No dia seguinte, o PSB, partido ao qual Cristófaro era filiado, anunciou a desfiliação do vereador. Os deputados federais Marcelo Freixo (RJ), Danilo Cabral (PE) e Milton Coelho (PE) entraram com representação na comissão de ética do partido pedindo a cassação. Como o próprio Cristófaro já tinha solicitado a saída dias antes, o processo foi acelerado.

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Fonte: Brasil de Fato

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