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Saúde de São Gonçalo alerta para casos de sífilis

Uso de preservativos é a única forma de prevenir infecção

Por Redação 06/08/2022 às 15:53:32

Foto: Divulgação

Atualmente, a sífilis – infecção sexualmente transmissível (Ist) – é uma preocupação de saúde pública. Embora tenha cura através de tratamento simples e rápido, muitos não procuram ajuda e continuam com o ciclo de transmissão. Em São Gonçalo, a conscientização pela procura da testagem rápida aumentou no primeiro quadrimestre deste ano em relação aos últimos três anos e, consequentemente, a quantidade de pessoas em tratamento. Nas gestantes, o número de infectadas caiu no mesmo período, assim como a sífilis congênita (quando o bebê é contaminado pela mãe durante a gestação ou na hora do parto).

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A única forma de prevenir a infecção é com o uso do preservativo, já que a mesma é contraída, principalmente, através de contato sexual. A gestante contaminada também pode passar a infecção para o filho durante a gestação e no parto. "Por isso, a importância das gestantes fazerem o pré-natal e a testagem. Tratando no início, há a possibilidade do bebê nascer sadio. E, se não tratar, ela pode causar o aborto e o parto prematuro", explicou Monique Gonzalez, coordenadora do Programa Ist/Aids e Hepatites Virais.

Para detectar a sífilis, basta um furo no dedo e o resultado sai em 20 minutos. O teste pode ser realizado em qualquer unidade básica de saúde (com exceção do Colubandê I e Neves), sempre de segunda a sexta, das 9h às 16h. O tratamento pode ser realizado em um dos cinco polos sanitários, em quatro clínicas e na Policlínica Gonçalense de Referência para Doenças Crônicas e Transmissíveis. Normalmente, o tratamento é realizado com o antibiótico benzetacil. Mas há alternativa para as pessoas (não gestantes) que tenham alergia a este medicamento.

"O número de aplicações – que pode ser de uma a três doses – depende da fase em que a sífilis se encontra. A classificação é realizada através dos sinais e sintomas que a pessoa apresenta. Nas gestantes, a benzetacil trata a mãe e o bebê ao mesmo tempo. Também é importante que os parceiros façam o teste e o tratamento para que não haja a retransmissão. A sífilis, quando não tratada, pode causar até a morte. Chegando na fase terciária, ela acomete o sistema cardiovascular e neurológico, que também pode causar demência", explicou Monique.

Na Maternidade Municipal Mário Niajar, em Alcântara, os bebês que nascem ou são contaminados no parto pela sífilis congênita iniciam o tratamento no próprio hospital, ficando internados por dez dias para a aplicação da benzetacil potássica na veia. "Toda pessoa que tem vida sexual ativa e desprotegida precisa fazer os testes das infecções sexualmente transmissíveis (Ists). Pelo menos, uma vez ao ano. As gestantes devem fazer no primeiro e terceiro trimestre de gestação. Mas dependendo do caso, podemos fazer em todas as consultas de pré-natal", orientou Monique.


Sintomas – O primeiro sinal da doença é um cancro duro (lesão/ferida), que pode ser na boca (transmitida através do sexo oral), genitália ou ânus. Com o tempo, a ferida some. Depois de algumas semanas, aparece o segundo estágio da doença, chamada de sífilis secundária, que são lesões avermelhadas pelo corpo, mas principalmente na sola dos pés e palmas das mãos. Na forma latente, ela é silenciosa e sem sintomas.

"A primeira ferida não dói e não coça. Na secundária, as lesões parecem um processo alérgico. E da mesma forma que aparecem, elas desaparecem. Com isso, se não tiver tratamento, a pessoa entra na fase latente, que é sem sinais e sintomas. Por isso, é importante a testagem para que a infecção não evolua. Após a forma latente, vem a sífilis terciária, que são lesões na face e que podem causar problemas cardiovasculares e neurológicos", finalizou Monique.


Números

Neste ano, dos 17.301 testes realizados no primeiro quadrimestre na população, 2.299 positivaram, 13,28%. Destes, 235 são casos novos, sendo 151 de gestantes e 84 do público em geral. Ao todo, 41 bebês nasceram com a sífilis congênita. No ano passado, foram feitos 23.185 testes, 3.486 positivaram, 15,03%. Dos positivos, 1.145 eram novos casos, sendo 630 gestantes e 515 do público em geral. Os bebês somaram 486 casos.

Em 2020, foram realizados 17.116 testes, que tiveram 2.171 pessoas positivadas, 12,68%. O total de novos casos eram 1.378: 609 gestantes e 769 do público em geral. Os bebês somaram 597 casos de sífilis congênita. Já em 2019 foram 21.946 testes, 1.924 positivos para sífilis, 8,7%. Dos positivos, 2.195 eram de novos casos, sendo 768 gestantes e 1.427 do público em geral. Os bebês somaram 453 casos.


Locais de tratamento:


Polo Sanitário Hélio Cruz, Alcântara


Polo Sanitário Jorge Teixeira de Lima, Jardim Catarina


Polo Sanitário Augusto Sena, Rio do Ouro


Polo Sanitário Washington Luiz Lopes, Zé Garoto


Polo Sanitário Paulo Marques Rangel, Portão do Rosa


Clínica Municipal do Barro Vermelho


Clínica da família Dr. Jardel do Amaral, Venda da Cruz


Clínica Gonçalense do Mutondo


Clínica da família Dr. Zerbini, Arsenal


Policlínica Gonçalense de Referência para Doenças Crônicas e Transmissíveis

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