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PolĂ­tica

Em delação, Mauro Cid disse que Carlos Bolsonaro gerenciava 'gabinete do ódio', diz site

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro informou à PF que o vereador gerenciava mĂĄquina de notĂ­cias falsas, diz portal Uol

Por Redação 12/11/2023 às 08:24:12

Foto: Reprodução

O tenente-coronel Mauro Cid teria afirmado em delação premiada que a estrutura de propagação de notícias falsas e ataques a adversĂĄrios do então presidente Jair Bolsonaro (PL) era comandada pelo vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho de Jair. A informação é do portal Uol.

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Segundo informações exclusivas do jornalista Aguirre Talento, Mauro Cid também teria vinculado o próprio Jair Bolsonaro ao chamado "gabinete do ódio", que era composto por assessores e funcionava dentro do Palacio do Planalto.

o depoimento, o ex-ajudante de ordens da presidĂȘncia teria dito ainda que o então presidente usava o próprio telefone celular para repassar notícias mentirosas, ataques às urnas eletrônicas e ofensas a autoridades públicas, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A afirmação vai ao encontro de conclusões anteriores da PF, que encontrou mensagens enviadas por Jair Bolsonaro no telefone celular do empresĂĄrio Meyer Nigri. Os textos eram compostos por notícias falsas sobre temas como a vacina contra a covid-19 e ofensas ao judiciĂĄrio brasileiro.

Entre os supostos integrantes da estrutura de propagação de mentiras e ataques estão dois ex-assessores do gabinete de Carlos Bolsonaro na CĂąmara Municipal do Rio de Janeiro: Tércio Arnaud Tomaz e Mateus Matos Diniz. O vereador seria o responsĂĄvel pela indicação de ambos e também pela contratação de José Matheus Sales Gomes, outro suspeito de compor o "gabinete do ódio".

Mauro Cid também teria informado à Polícia Federal que o filho do ex-presidente criava as estratégias do grupo para as redes sociais e, mesmo sem cargo no governo federal, dava ordens aos funcionĂĄrios da estrutura que atuavam dentro do PalĂĄcio do Planalto.

O mesmo grupo vem sendo investigado no inquérito das milícias digitais. A investigação apura ataques às instituições democrĂĄticas que teriam saído de dentro do governo bolsonarista. HĂĄ indícios de que a atividade ilegal estimulou os atentados contra a democracia em 8 de janeiro, quando prédios públicos de Brasília foram atacados, vandalizados e roubados.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o coordenador das investigações contra Jair Bolsonaro, subprocurador Carlos Frederico Santos, disse que as afirmações de Mauro Cid exigem comprovação para gerarem denúncias formais contra os investigados.

Segundo Santos, até que haja "provas concretas", como datas e locais, as acusações de Mauro Cid são "narrativas". Ele disse ainda que solicitou diligĂȘncias para tentar confirmar as declarações do ex-ajudante de ordens.

Na sexta-feira (10), o Uol trouxe a informação de que o tenente-coronel Mauro Cid teria dito, também em delação premiada, que a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) aconselharam Jair Bolsonaro a não aceitar o resultado das eleições e aplicar um golpe de estado.

Segundo o portal, o grupo de conselheiros do ex-presidente costumava dizer que Bolsonaro tinha apoio da população e dos CACs (sigla para colecionador, atirador desportivo ou caçador, categorias que tĂȘm autorização de portar armas de fogo) para tentar derrubar o processo democrĂĄtico eleitoral.

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Fonte: Brasil de Fato

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