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Corpos de mortos no Complexo do Salgueiro são sepultados em São Gonçalo

Por Redação 23/11/2021 às 17:36:38

Foto: Diego Reis

Os corpos de três homens, que estavam entre os oitos mortos na operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, foram sepultados na tarde desta terça-feira (23), no Cemitério São Miguel, no mesmo município. Diversas pessoas participaram do velório.

O primeiro enterro foi de Douglas Vinícius Medeiros da Silva, de 28 anos, que aconteceu às 15 horas. O segundo foi o de Italo George Barbosa Govea Rossi, de 33 anos, e o terceiro foi o de Carlos Eduardo Curado de Almeida, de 31 anos.

Os corpos dos oitos homens foram encontrados e retirados de um mangue pelos próprios moradores da comunidade na manhã desta segunda-feira (22). O caso aconteceu após a morte do sargento da Polícia Militar Leandro Rumbelsperger da Silva, de 40 anos. Após ter sido baleado na manhã do últimoa sábado (20), ele chegou a ser levado para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), mas não resistiu. Ele deixou esposa e dois filhos pequenos.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro, por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) e da Ouvidoria Externa, esteve na tarde desta segunda-feira (22) na comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo, na localidade conhecida como Palmeiras. Segundo relatos ouvidos pela equipe, os corpos foram encontrados horas depois de a Polícia Militar ter deixado o local, às 18h do domingo.

Ainda segundo as escutas, o Bope estava em operação na comunidade desde sábado de manhã fazendo uma operação policial.

A Defensoria Pública aponta preocupação em não ter havido comunicação imediata por parte da Polícia Militar à Polícia Civil e ao Ministério Público da existência de corpos na comunidade. Além disso, não houve acautelamento do local, fundamental para a realização da perícia.

Segundo a defensoria, é importante ressaltar também que houve descumprimento da decisão liminar da ADPF 635, pois a operação só foi comunicada no sábado à tarde, embora tenha começado de manhã. E, segundo a liminar, a operação precisa ser justificada imediatamente ao MP.

A Defensoria atendeu alguns familiares de pessoas mortas no local, oferecendo orientações jurídicas iniciais.

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